segunda-feira, novembro 20, 2006

Mais um ano de vida...

Eu gosto de escrever um post de aniversário, por que me ajuda (olhando os velhos) a entender como fui mudando, e o que passava na minha mente (se vc procurar em todos os novembros existe um post semelhante...). Também é notável que eu conto os anos pelo meu aniversário, não pelo ano novo (apesar que é só 1 mês e meio de diferença... não muda muita coisa...).

Eu diria que foi um ano bom (é claro que estamos olhando só um ambiente muito micro - minha vida - num contexto mais amplo, não sei se foi tão bom assim).

Acho que nesse ano eu mudei menos. Pensando bem, talvez seja apenas uma impressão. Outro dia mesmo estava pensando em coisas que fiz ou que não fiz, passadas nos últimos anos. Percebi que em épocas passadas havia conclusões que não estavam a meu alcance. O que nos traz a uma visualização importante: eu já tenho alguns problemas resolvidos na mochila...

Parece engraçado afirmar isso, mas pela primeira vez na vida eu sinto que tenho experiência. Eu tenho um punhado relevante de conhecimento acumulado sobre a vida. É claro que, como eu mesmo disse, ainda é apenas um punhado. A sensação de que há um mundo pela frente ainda está aqui - na verdade, eu vou sempre me esforçar pra não perder isso...

O mais incrível de tudo... é que quanto mais eu envelheço, mais novo me sinto... deve haver algum limite teórico pra isso!!! hauahhaua

Felipe Dex: ainda faltam uns 96 anos... fiquem tranquilos!!!!

segunda-feira, novembro 06, 2006

A respeito do blog... e mais uma coisa...

Eu sei! Eu sei! E se você passa por aqui de vez em quando já sabe também!!! Entrei numa daquelas fases que é improdutiva para o blog... Penso em muitas coisas para escrever, mas o cansaço, o trabalho ou a balada acabam me impedindo...

Mas esse blog é um dos amores da minha vida (foi muito exagerado isso)... vamos refazer: esse blog é meu canal aberto para o mundo, e nunca vou abandoná-lo!!!

Exatamente ao contrário do que fez minha (agora) ex-namorada, já há bastante tempo agora... Terminou comigo. E foi sem motivo que eu pudesse acreditar (e eu sempre tenho por princípio acreditar no que as pessoas me dizem, mas nem sempre consigo comprar).

Já me resolvi com essa história toda... mas ainda fica uma dorzinha, uma dúvida do que poderia ter sido... sensação que até então me era desconhecida. É tão difícil encontrar alguém pra se apaixonar depois que se abandona a idealização... e quando finalmente a tal da garota é encontrada ela foge... sem motivo aparente... talvez por simplesmente não estar pronta pra se apaixonar...

Ainda assim, a garota que conheci tem um lugar no meu coração, junto com todas as outras coisas e pessoas que amo. Sim, amo. Porque nunca se deixa de amar algo... apenas o que se ama deixa de existir.

Felipe Dex: o rio nunca é o mesmo, ainda que esteja sempre no mesmo lugar (eu tentei roubar a frase de alguém, mas não lembrei da frase exata).

quinta-feira, outubro 12, 2006

O Pior Acorbertamento da História

Ontem, dia 11 de outubro, um avião (ainda que pequeno) se chocou com um prédio em Manhatan. Foi um avião, contra um prédio, em NY, num dia 11. Eu juro que quando vi a notícia fiquei esperando a Al Qaeda aparecer na TV dizendo que foram eles a qualquer momento. Mas acho que eles não fizeram isso em 2001, por que fariam agora?

Eu concordo que, se foi um atentado, foi muito mal planejado. Se você quer explodir contra um prédio num dia de semana à tarde, escolha um prédio comercial. Em um residencial, talvez você mate um gato, um papagaio, talvez até um cachorro. Isso vai deixar as pessoas tristes, mas não chocadas o suficiente, considerando o tempo e recursos gastos no planejamento e execução, foi um grande desperdício.

Juntando as duas coisas, tinha-se uma dúvida razoável sobre se foi um atentado ou um acidente, mesmo o atentado parecendo um pouco mais provável.

Daí começaram a aparecer mais informações. Primeiro, o avião ganhou altitude e depois mergulhou diretamente em direção ao prédio. Isso não parece o padrão de um acidente, mas de um kamikaze!!! Ainda assim, você poderia ficar em dúvida...

Mas não por muito tempo!!! O governo yankee logo surgiu com a explicação. O piloto era um jogador de baseball (???), que tinha apenas 400 horas de vôo. Antes de vocês pensarem em "muito inexperiente, apenas 400 horas", eu quero lembrar-lhes de que, se você trabalha 8 horas por dia, 400 horas seriam 10 semanas de trabalho. Imagine a quantidade de coisas que você faz em 10 semanas de trabalho!!! Com mil horas de vôo você já pode voar um caça!!!! 400 me parecem suficientes para não bater contra um prédio, sem sequer uma pane no avião, em um dia com visibilidade suficiente para ver o prédio.

E por fim, veio a comprovação: o passaporte do suposto piloto foi encontrado na calçada, nos arredores da colisão, por alguém que trabalha no governo dos Estados Unidos (eu vi o cargo na CNN ontem, mas não lembro exatamente o que era agora).

Foi então que minhas dúvidas se dissiparam: foi um atentado terrorista! Seguido de um atentado contra a inteligência e a criatividade, mas esse segundo não feriu ninguém (apesar que admito que fiquei meio pê da vida)...

Eu realmente pergunto quantas leis da física o passaporte teria que violar para chegar à calçada em estado reconhecível (no caso, sem ter sido incenerado). Além disso, de todas as coisas que poderiam ter sido arremessadas, o passaporte de um estadunidense, dentro dos EUA, era a coisa mais improvável de sequer estar dentro do avião!!! Como as pessoas podem sequer acreditar por um segundo nessa história?!?!?!?!?!?!

Como a CIA, a NSA, ou qualquer uma dessas agências malucas não conseguiu bolar uma história pelo menos passável??????? Não dava pra esperar um dia ou dois e fazer um reconhecimento forjado de arcada dentária???? Por que tanta pressa? A pressa é inimiga da perfeição não deve constar entre os ditados mais populares da lígua inglesa...

Eu achei que esse conto de fadas ia desaparecer ao longo do dia (como nunca mais foi mencionado em nenhum lugar que caças haviam derrubado um dos aviões raptados, que eu ouvi ao vivo na CNN dia 11 de setembro de 2001... depois só se falava de avião desaparecido...), mas quando liguei a TV à noite, ainda estava lá!!! Bom... talvez isso signifique que eles aprenderam alguma coisa com 11 de setembro...

Felipe Dex: não se fazem mais acobertamentos como antigamente, nem terroristas... as pessoas estão ficando desleixadas!!!

sábado, setembro 30, 2006

De República a Império

Posso estar enganado, mas parece que a história finalmente nos mostra o que a Queda das Torres marca. Por muito tempo achei que fosse o início do declínio do poderio dos Estados Unidos, mas isso ainda está a alguns anos de acontecer, e provavelmente tal destino está muito ligado ao futuro da China, não ao do Islã.

O que creio que está ocorrendo é a transição, feita com grande desgosto pelos romanos 2 mil anos atrás: a República se torna Império. Os sinais são claros:
  1. Apologia do soldado, do homem que dá a vida por seu país.
  2. O poder democrático, melhor caracterizado pelo Legislativo, perde força em favor do Executivo. A simbologia disso é muito viva, e não poderia ser verdade maior: o povo entrega o poder a seu(s) líder(es).
  3. O Estado se torna mais presente. O controle sobre a vida (e morte?) dos cidadãos aumenta a ponto de se tornar paupável.
  4. Nações mais fracas são simplesmente atropeladas pelo poderio militar do império, a diplomacia da espada.
  5. O poder central deixa de ser criticado pela Mídia (que não é nada menos do que o quarto poder). Na verdade, a Mídia se torna uma ferramenta de propaganda do Estado.
  6. Agora totalmente estabelecida, a oligarquia tende ao descaso do povo. As desigualdades sociais crescem.
Roma se tornou um império 120 anos depois da queda de seu maior inimigo (Cartago). Para os Estados Unidos, foram apenas 15. O Império Romano perduraria por mais 500 anos. Não creio que seja possível fazer uma regra de 3, mas tenho a impressão que os estadunidenses encontrarão os chineses da mesma forma que os romanos encontraram a Párthia.

Duas reportagens da Folha que inspiraram esse texto:
- Muro do México
- Autorização para Tortura

Ainda levaremos um tempo para entender exatamente como será esse império, mas tenho certeza que será igual a todos os outros: violento, assustado e sem tratamento igual a todos os seus filhos.

Felipe Dex: o início do Império Romano trouxe 100 anos de paz a seu território (claro que ocorreram várias pequenas guerras, mas todas na periferia do império). Pergunto-me como será esse novo império, numa era em que se está a menos de 24 horas de distância de qualquer cidade do mundo e a pouco mais de alguns segundos de qualquer pessoa.

domingo, setembro 03, 2006

Vida Corporativa: Empresa Grande ou pequena?

Algum tempo atrás uma amiga minha, que estava participando de um processo de trainee para uma grande empresa (uma dessas multi-nacionais) me perguntou porque eu tinha odiado trabalhar em grandes empresas (entre elas o então maior banco do mundo) e decidido ir para a empresa em que estou hoje, podemos chamá-la de empresa D, uma pequena consultoria de investimentos, onde trabalham apenas 8 pessoas (contando comigo).

Naquele dia não soube responder. Minha resposta foi muito mais emocional (excesso de burocracia, RH enchendo o saco) do que racional. Mas agora acho que consegui racionalizar o sentimento: tudo está ligado a liberdade e incentivos corretos. Vou relatar minha experiência somente após ter deixado de ser estagiário (em julho de 2005, como dá pra ver na minha história, na coluna da direita...), porque então já era elegível a bônus, a maior revolução em remuneração do século XX (risos).

Para os que não vivenciaram o mundo corporativo ainda, bônus entra na chamada remuneração variável, ou seja, é algo que não faz parte do seu salário. Na verdade, é uma recompensa por objetivos cumpridos, tanto de trabalho efetivo quanto de aprimoramento pessoal. No mercado financeiro (meu caso), normalmente é semestral. E não é nada simbólico: meu primeiro bônus, na empresa A, foi de 3 salários, razoável para alguém que é bastante júnior. Em um ano, isso significa receber 12 meses de salário, mais o 13º, mais 6 salários de bônus, ou um total de 19 salários!!! Bônus existem em todos os tamanhos de empresas. A discussão fica mais didática e se aprofunda nos parágrafos seguintes...

A primeira coisa a se notar em uma empresa grande é que sua liberdade de ação é limitada, especialmente se você é júnior. Isso quer dizer que sua capacidade de gerar valor para o acionista também é limitada. Em uma empresa com uma política de remuneração não burra, o seu bônus é diretamente proporcional ao valor que você gera para o tal do acionista. Logo, seu bônus está limitado. Uma coisa muito desmotivante para mim numa grande empresa foi descobrir que, sem dar o melhor de mim, consegui o melhor bônus possível. Pode parecer bom à primeira vista ("eu vou ganhar bem sem ter que trabalhar tanto!"), mas à segunda vista vem a frustração: "eu poderia ganhar muito mais se não existissem limitadores!"

Numa pequena empresa você é livre para criar e alterar as coisas, o que significa que você é capaz de gerar muito mais valor para a empresa. É então que entra o grande truque: não há limitações a seu bônus! É comum inclusive a distribuição de participações na empresa, o que lhe garante uma parte dos lucros. É claro que tudo isso está ligado ao valor que você gera. Se você, como eu, está no setor de serviços (i.e.: mercado financeiro), é nítida a grande oportunidade de conversão de Capital Intelectual em Financeiro: bem vindo ao Século XXI, à Economia Pós-Industrial (ou de Serviços) (eu até me emociono ao escrever isso! - risos)!!!!

Algumas notas importantes:
  • em qualquer empresa, tente estar nas chamadas "atividades de frente", ou seja, aquelas que geram maior valor ao negócio (lembre-se: mais valor = mais bônus);
  • se seu trabalho é chato e repetitivo, você não está numa dessas áreas!!! No entanto, não é incomum "começar de baixo", por assim dizer;
  • o preço para fazer a tal da conversão não é barato: você tem que estar disposto a trabalhar muito mais, e dar muito mais de si mesmo;
  • numa grande empresa, sua empregabilidade é menos volátil: uma pessoa desmotivada pode sobreviver por anos a fio;
  • numa pequena empresa, a "recompensa" é maior para os dois lados: ou você está no pódio ou está na rua!
Acho que não preciso dizer que, se você gosta do que faz (vide: eu), o melhor lugar para se estar é numa pequena empresa!!!

Felipe Dex: viva o Capitalismo!!! Viva a Economia Pós-Industrial!!! Viva o Capital Intelectal!!!